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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Aqui estão eles......a cambada





ISTO É UMA AFRONTA AOS MILHÕES DE PORTUGUESES QUE SE DEBATEM COM MUITAS DIFICULDADES PARA SOBREVIVER, PARA NÃO FALAR NOS MISERÁVEIS QUE POR AÍ HÁ!!!

O MAL DE PORTUGAL E DO MUNDO, CRIADO PELO SISTEMA, TAL COMO TEM SIDO GERIDO, RESULTA DISTO MESMO, DAS ENORMÍSSIMAS DESIGUALDADES SOCIAIS.

EM PAÍSES COMO A DINAMARCA, SUÉCIA, NORUEGA FINLÂNDIA, POR EXEMPLO, ONDE FOI APLICADA LOGO NO APÓS II GUERRA MUNDIAL UMA POLÍTICA DE MAIOR JUSTIÇA SOCIAL, NÃO SE VERIFICAM SITUAÇÕES COMO ESTAS, PORQUÊ?

PORQUE, ENQUANTO QUE UM GESTOR PÚBLICO NESSES PAÍSES RECEBE CERCA DE 50% MENOS DE SALÁRIO QUE OS GESTORES PORTUGUESES, AO CONTRÁRIO, O SALÁRIO MÍNIMO NESSES MESMOS PAÍSES, TRIPLICA O SALÁRIO MÍNIMO QUE É PRATICADO EM PORTUGAL.

sábado, 4 de junho de 2011

Alguém tem que dizer a esta mulher que está no trabalho errado!

IMPARÁVEL!!!!





ELA ataca de novo em todo o seu esplendor!!!!!
Nas fotos: Gabriela Ventura - dirigente do Ministério da Agricultura, gestora do PRODER, numa sessão pública de esclarecimento.

Mais Reuniões destas e o FMI não sai de cá !!!
Que tal propor a Dra. Gabriela para negociar o auxílio do FEEF?

domingo, 1 de maio de 2011

"Mãos da Tailândia" mostra que tailandeses substit - SIC Notícias - SAPO Vídeos





Esta é a maior vergonha de todos os tempos e a maior prova do povo que temos.

700 inscritos no Fundo do desemprego.

Acabaram por ficar a trabalhar lá na plantação 5. Sendo um deles um individuo com 57 anos e que nunca trabalhou na terra.

Foi necessário mandarem vir mão de obra da Tailandia a ganharem 400 e tal euros/mês, com direito a casa e transporte,

Os trabalhadores estão tão felizes que até aprendem português no horário pós laboral.

Os portugueses inscritos no fundo do desemprego...continuam a dormir até tarde, a fazer biscates recebendo um salário mais subsídio de desemprego, são só esquemas!

Intitulam-se "geração à rasca", chulam os pais, lamentam-se, choram no ombro uns dos outros...mas trabalhar e lutar pela vida...mentira!

Não há dúvida que temos um povo miserável!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Gente que sabe, gente coerente!!! Só neste País!!!





Fernando Ulrich (BPI):

29 Outubro - "Entrada do FMI em Portugal representa perda de credibilidade"

26 Janeiro - "Portugal não precisa do FMI"

31 Março - "Por que é que Portugal não recorreu há mais tempo ao FMI?"

Santos Ferreira (BCP):

12 Janeiro - "Portugal deve evitar o FMI"

2 Fevereiro - "Portugal deve fazer tudo para evitar recorrer ao FMI"

4 Abril - "Ajuda externa é urgente e deve pedir-se já"

Ricardo Salgado (BES):

25 Janeiro - "Não recomendo o FMI para Portugal"

29 Março - "Portugal pode evitar o FMI"

5 Abril - "É urgente pedir apoio... já"


segunda-feira, 28 de março de 2011

Geração à rasca




- Então, foste à manifestação da geração à rasca?

- Sim, claro.

- Quais foram os teus motivos?

- Acabei o curso e não arranjo emprego.

- E tens respondido a anúncios?

- Na realidade, não. Até porque de verão dá jeito: um gajo vai à
praia, às esplanadas, as miúdas são giras e usam pouca roupa. Mas de
inverno é uma chatice. Vê lá que ainda me sobra dinheiro da mesada que
os meus pais me dão. Estou aborrecido.

- Bom, mas então por que não respondes a anúncios de emprego?

- Err...

- Certo. Mudando a agulha: felizmente não houve incidentes.

- É verdade, mas houve chatices.

- Então?

- Quando cheguei ao viaduto Duarte Pacheco já havia fila.

- Seguramente gente que ia para as Amoreiras.

- Nada disso. Jovens à rasca como eu. E gente menos jovem. Mas todos à rasca.

- Hum... E estacionaste onde? No parque Eduardo VII?

- Tás doido?! Um Audi TT cabrio dá muito nas vistas e aquela zona é
manhosa. Não, tentei arranjar lugar no parque do Marquês. Mas estava
cheio.

- Cheio de...?

- De carros de jovens à rasca como eu, claro. Que pergunta!

- E...?

- Estacionei no parque do El Corte Inglés. Pensei que se me
despachasse cedo podia ir comprar umas coisinhas à loja gourmet.

- E apanhaste o metro.

- Nada disso. Estava em cima da hora e eu gosto de ser pontual.

Apanhei um táxi. Não sem alguma dificuldade, porque havia mais jovens
à rasca atrasados.

- Ok. E chegaste à manif.

- Sim, e nem vais acreditar.

- Diz.

- Entrevistaram-me em directo para a televisão.

- Muito bom. O que disseste?

- Que era licenciado e estava no desemprego. Que estava farto de pagar
para as reformas dos outros.

- Mas, se nunca trabalhaste, também não descontaste para a segurança social.

- Não? Pois... não sei.

- Deixa-me adivinhar: és licenciado em Estudos Marcianos.

- F***-se! És bruxo, tu?

- Palpite. E então, gritaste muito?

- Nada. Estive o tempo todo ao telemóvel com um amigo que estava na
manif do Porto. E enquanto isso ia enviando mensagens para o Facebook
e o Twitter pelo iPhone e o Blackberry.

- Mas isso não são aparelhinhos caros para quem está à rasca?

- São as armas da luta. A idade da pedra já lá vai.

- Bem visto.

- Quiriquiri-quiriquiri-qui! Quiriquiri-quiriquiri-qui!

- Calma, rapaz. Portanto despachaste-te cedo e ainda foste à loja gourmet.

- Uma merda! A luta é alegria, de forma que continuámos a lutar Chiado
acima, direitos ao Bairro Alto. Felizmente uma amiga, que é muito
previdente, tinha reservado mesa.

- Agora os tascos do Bairro aceitam reservas?

- Chamas tasco ao Pap'Açorda?

- Errr... E comeram bem?

- Sim, sim. A luta é cansativa, requer energia. Mas o pior foi o
vinho. Aquele cabernet sauvignon escorregava...

- Não me digas que foste conduzir nesse estado.

- Não. Ainda era cedo. Nunca ouviste dizer que a luta continua? E
continuou em direcção ao Lux. Fomos de táxi. Quatro em cada um, porque
é preciso poupar guito para o verão. Ah... a praia, as esplanadas, as
miúdas giras e com pouca roupa...

- Já não vou ao Lux há algum tempo, mas com a crise deve estar meio morto, não?

- Qual quê! Estava à pinha. Muita malta à rasca.

- E daí foste para casa.

- Não. Apanhei um táxi para um hotel. Quatro estrelas, que a vida não
está para luxos.

- Bom, és um jovem consciente. Como tinhas bebido e...

- Hã?! Tu passas-te! A verdade é que conheci uma camarada de luta e...
bem... sabes como é.

- Resolveram fazer um plenário?

- Quê? Às vezes não te percebo.

- Costuma acontecer. E ficaram de ver-se?

- Ha! Ha! Ha! De ver-se, diz ele. Não estás a ver a cena. De manhã
chegámos à conclusão que ela era bloquista e eu voto no Portas. Saiu
porta fora. Acho que foi tomar o pequeno-almoço à Versailles.

- Tu tomaste o teu no hotel.

- Sim, mas mandei vir o room service, porque ainda estava meio ressacado.

- Depois pagaste e...

- A crédito, atenção. Com o cartão gold do Barclays.

- ... rumaste a casa.

- Sim, àquela hora a A5 não tinha trânsito. Já não havia malta à rasca
a entupir o tráfego.

- Moras onde? Paço d'Arcos? Parede?

- Que horror! Não, não. Moro na Quinta da Marinha, numa casita modesta
que os meus pais se vêem à rasca para pagar. Para a próxima levo-os
comigo.