segunda-feira, 13 de agosto de 2012
E julgava eu que era só na política!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Transcrevo o que recebi:
Quando fiz fisioterapia os técnicos falavam que ele tem uma casa na Aroeira e que não paga o condomínio e ainda tem a coragem de ir às reuniões gozar com os condóminos.
A sensação de impotencia é desesperante!!!!
Realmente não conhecemos as pessoas hoje em dia...... quem diria... que não parte um prato......
leiam que vão ficar tão supresos como eu.......
DIVULGO COMO RECEBI PARA IRMOS CONHECENDO ONDE HABITA A ESCÓRIA.
Pelo menos não é anónimo, ela teve a coragem de assinar
LUÍS REPRESAS - VIGARISTA PERIGOSO
LUIS REPRESAS, conhecido cantor em Portugal, serve-se disso mesmo para dar cobertura a uma vida de vigarices, calotes e burlas.
Por isso mesmo e por ser uma figura querida da comunicação social, ninguém publica as desgraças que este senhor com o seu sócio Cajó
e as suas empresas têem feito a muita gente.
Sem saber da missa a metade, só quando da Expo98 com a abertura do Bugix, bar restaurante que esteve uns anos sempre cheio
e que nunca ninguém percebeu porque fechou, o Bar Xafarix que também
ninguém percebeu porque fechou e mais tarde ainda na Expo98 o Titanix que foi uma casa de utopia.
Pois este senhor Luis Represas praticamente nunca pagou rendas à Parque Expoque era o senhorio do Bugix e do Titanix e claro,
foram uns milhares largos de contos que ficaram no bolso até que o obrigaram a fechar os estabelecimentos, mas pagar...
Depois foram inúmeros fornecedores de tudo e mais alguma coisa que ficaram a ver 'navios' mas receber .....nada...
Pior ainda foi quando traiu a confiança de amigos, de longa data, que além de lhe fornecerem materiais diversos, principalmente bebidas
ainda lhe foram fiadores de letras para compra de material para equipar o restaurante e que como é óbvio o senhor Luis Represas nunca pagou
e os fiadores tiveram que pagar que é para isso que eles existem....
Agora o grave e ao mesmo tempo caricato deste Luis Represas é que foi interpelado por um desses amigos a quem a divida ultrapassa os 30.000 ¤ ( trinta mil euros )
foi falar com o Luis Represas a pedir o dinheiro porque estava a passar necessidades e o Luis não tem necessidade de o fazer passar por isso ao que ele respondeu,
pedindo desculpa, que o amigo tinha razão e tinham de combinar uma forma de pagamento rápida.
Pois é, a forma rápida de pagamento do vigarista Luis Represas foi ir à Policia Judiciária fazer queixa do amigo a quem ele deve dinheiro,
( mas isso ele não disse à policia )
dizendo que tinha sido ameaçada a sua integridade fisica e que lhe tentaram extorquir dinheiro.
Escusado será dizer que
o amigo do Luis Represas foi hoje à Judiciária ser constituido arguido por esta queixa e quase mal tratado pois tinha tratado mal o menino Luis.
A Policia não pode ter comportamentos diferentes antes de apurarem a verdade só porque o queixoso é conhecido ....investiguem.
Faço daqui um apelo para que não comprem nada deste energumeno nem assistam a espectaculos dele.
Estamos a alimentar um vigarista mafioso pelo que solicito a divulgação deste mail pelos vossos contactos....
Carla Esteves
Finibanco, S.A.
sábado, 11 de agosto de 2012
Queria saber para onde foram duas das catorze fatias do seu vencimento anual, as que recebia no Verão e antes do Natal ?
Este sereno casal, subsidiado pelo generoso povo português, já deu a volta ao mundo por três vezes. Tem duas Fundações. Para quê? Ora, tem duas Fundações, naturalmente, para juntar umas migalhas à reforma dele porque, a senhora, coitada, nada tem.
Dom Mário recebeu do generoso povo português, para a sua Fundação, através de vários subsídios concedidos pelo ainda mais generoso Governo, 1,3 milhões de €, benefícios fiscais de 269 mil € e dois prédios da Câmara Municipal de Lisboa. É uma coisinha p’ra juntar à reforma de político, a única profissão que teve na vida.
Claro que também é dono do caro Colégio Moderno, mas isso é uma herança de família.
Dona Barroso, com a sua Fundação, também tem direito a umas migalhas do bolo: uns parcos 495 mil €, que mal dão para um chá e uns ‘scones’. Tem nome catita a sua Fundação: ‘Pro Dignitate’.
Poderia ser ‘Pro Clã Soares’ que também não ficava mal.
Estas duas gotas de água somadas a outras, retiraram ao bom povo português, 1.034 milhões de € (mais do que 207 milhões de Contos) em três anos.
Queria saber para onde foram duas das catorze fatias do seu vencimento anual, as que recebia no Verão e antes do Natal ?
Pois então aí tem a resposta.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
EXTINÇÃO DA IGAL
O Governo decidiu , no seu afã "reformador", extinguir a Inspecção-Geral da Administração Local. O seu Presidente, o juiz-desembargador Orlando dos Santos Nascimento, publicou no site do Igal uma carta com a sua posição. Miguel Relvas demitiu o Presidente e fechou o site, para que ninguém aceda à carta ... contudo, aqui está ela!!!
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Para quê tanto Polícia???
Isto é uma afronta, havendo por aí tanto assalto, tanta violação, tanto acidente com condutores a infringirem a lei nas estradas de Portugal...a raposa velha quer tanto polícia para quê?
Há, realmente um velho ditado que diz: Quem tem cú ...tem medo!
Mas também há um outro que saíria mais barato aos contribuintes: Quem tem medo...compra um cão!
Só neste País!
Há, realmente um velho ditado que diz: Quem tem cú ...tem medo!
Mas também há um outro que saíria mais barato aos contribuintes: Quem tem medo...compra um cão!
Só neste País!
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Genro de Cavaco Silva (que comprou o Pavilhão Atlântico) tem 13 processos de execução
Oxalá me engane, mas penso que a coisa ainda vai voltar á
posse do Estado, depois de os contribuintes gastarem mais 7 ou 8 vezes o custo
desta aventura.
E mais a sua reconstrução...
Valha-nos San Dias Folhas de Loureiro
!!!
Meu Santinho Oliveira & Gosta !!!
Meu Piedoso Duarte Limão !!!
Meu Bem-Aventurado Armando Robalo !!!
Meu Iluminado José Pinóquio !!!
Meu Iluminado José Pinóquio !!!
and-so-on...
O
Genro de Cavaco Silva, Luís Montez, tem agora uma grande sala de eventos. Mas
com que dinheiro foi ela comprada? Montez
está com pelo menos 13 processos pendentes em tribunal por
dívidas.
O
Pavilhão Atlântico é um espaço na Zona Oriental de Lisboa, criado na altura para
servir os interesses da Expo’98.
Tem
uma capacidade para 20 mil pessoas e permite fazer eventos, congressos e tudo o
que envolva grande número de pessoas.
Em
Lisboa, é dos espaços maiores para este tipo de eventos.
Por outro lado, Luís Montez tem ainda fortes influências no Superbock SuperRock e do Suboeste.
Por outro lado, Luís Montez tem ainda fortes influências no Superbock SuperRock e do Suboeste.
É
ainda dono das rádios Oxigénio, Nostalgia, entre outras.
As
contas batem certo, diz o Governo
O
Governo viu à lupa
as contas de Luís Montez segundo o artigo
do Expresso. No mesmo artigo, indicaram que as “diligências do
Governo não detetaram qualquer irregularidade, garantindo, assim, a idoneidade
da proposta vencedora”.
Em entrevista à TVI, a Ministra do Mar, do Ambiente, e do Ordenamento do Território, indicou que um dos critérios era a “estabilidade do accionista”.
Em entrevista à TVI, a Ministra do Mar, do Ambiente, e do Ordenamento do Território, indicou que um dos critérios era a “estabilidade do accionista”.
Ou
se calhar não batem certo…
Segundo
o Jornal na sua edição de 19 de Julho, Luís
Montez e a sua empresa Música no Coração são considerados de “risco comercial
elevado” e “crédito não recomendado”. Ainda assim, de alguma forma,
conseguiu um valor elevado para a compra do espaço, mais alto que outras duas
propostas, uma delas estrangeira.
No artigo desse jornal, escrito por Carlos Tomás, pode ler-se que “Uma consulta através do site que permite aos agentes de execução que permite “ver à lupa” (…) empresas e particulares (…) é possível perceber que Luiz Montez e a sua empresa têm pelo menos 13 processos pendentes em tribunal por dívidas”.
Podemos ler ainda que “Depois de o relatório da D&B ter ido posto a circular na Internet há cerca de três meses, Luís Montez, terá efectuado uma série de diligências (os tais telefonemas de Cavaco?) para travar as execuções de que estava a ser alvo, chegando a acordos para pagar as dívidas. Mas os processos permanecem todos pendentes e prontos a avançar (…).
No artigo desse jornal, escrito por Carlos Tomás, pode ler-se que “Uma consulta através do site que permite aos agentes de execução que permite “ver à lupa” (…) empresas e particulares (…) é possível perceber que Luiz Montez e a sua empresa têm pelo menos 13 processos pendentes em tribunal por dívidas”.
Podemos ler ainda que “Depois de o relatório da D&B ter ido posto a circular na Internet há cerca de três meses, Luís Montez, terá efectuado uma série de diligências (os tais telefonemas de Cavaco?) para travar as execuções de que estava a ser alvo, chegando a acordos para pagar as dívidas. Mas os processos permanecem todos pendentes e prontos a avançar (…).
Permanece
então a ligeira impressão de que este é apenas mais um negócio favorecido pelo
estado, ou até pelo nosso Presidente da República.
Onde é que o governo viu as contas? Porque uma informação tão diferente de um órgão de comunicação social fruto de uma investigação, que se presume, mais profunda e com menos recursos do que o estado? Para que serve a família, se não para dar uma ajuda quando é preciso?
Onde é que o governo viu as contas? Porque uma informação tão diferente de um órgão de comunicação social fruto de uma investigação, que se presume, mais profunda e com menos recursos do que o estado? Para que serve a família, se não para dar uma ajuda quando é preciso?
São
tudo boas perguntas, sem
boas respostas.
Todas
as experiências deste tipo no passado acabaram nas mãos do estados para serem
pagas à conta dos impostos dos contribuintes.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
É DE PASMAR!!!
A Agência da C G Depósitos encerrou na Ilha da Madeira (acabou o Paraíso Fiscal) e abriu dependência nas Ilhas Caimão... não é só o PINGO DOCE que foge... Faria de Oliveira ganha mais na CGD do que Christine Lagarde no FMI
!
Em média os trabalhadores portugueses ganham menos de 50% em relação
aos dos restantes 27 países da EU.
Isto ajuda a explicar a grave crise económica, financeira e social
que
Portugal está a viver.
Para que conste, e para que os futuros Faria de Oliveira e outros possam ser respeitados, repasso o presente e-mail esperando com o mesmo contribuir para a moralização da política em Portugal.
Retirado do site da CGD, referente a 2009 (ainda não divulgaram os
valores de 2010):
Presidente - remuneração base: 371.000,00 €
Prémio de gestão: 155.184,00 €
Gastos de utilização de telefone: 1.652,47 €
Renda de viatura: 26.555,23 €
Combustível: 2.803,02 €
Subsídio de refeições: 2.714,10 €
Subsídio de deslocação diário: 104,00 €
Despesas de representação: não quantificado (cartão de crédito onde "apenas" são consideradas despesas decorrentes da actividade devidamente documentadas com facturas e comprovativos de movimento)
Christine Lagarde receberá do FMI mais 10% do que Dominique Strauss-Kahn, mas mesmo assim menos do que o presidente da Caixa
Geral de Depósitos, entre outros gestores portugueses, pelo que a senhora
ainda está mal paga pelo padrão de Portugal.
A nova directora do FMI, Christine Lagarde, vai ter um rendimento anual líquido de 323 mil euros, a que se somam 58 mil euros para gastar em despesas, o que representa mais 10% do que o seu
antecessor,
Dominique Strauss-Kahn.
O total de 381 mil euros anuais que Lagarde vai receber (salário mais despesas) é um aumento de 11% relativamente ao que recebia Dominique Strauss-Kahn, o ex-director da instituição acusado de abusar
sexualmente de uma camareira de hotel em Nova Iorque.
Quando foi nomeado, em 2007, Dominique Strauss-Kahn acordou em
receber um salário anual de 291 mil euros, com despesas de representação de
52 mil euros - um total de 343 mil euros. Menos quase 38 mil euros
anuais do que vai agora receber a francesa.
Palavras para quê?
Isto só se resolverá quando a Troika, obrigada a justificar como é
que o dinheiro dos contribuintes dos países da EU se gasta na ajuda a Portugal, for obrigada a tomar posição.
É imperioso reduzir a despesa do Estado abrangendo também os Institutos e empresas do Estado e municipais (provavelmente a ultrapassar o milhar).
Não esquecer que na maioria são empresas que duplicam funções do Estado ou do poder local (autarquias) e todas elas com gestores com vencimentos e regalias muito superiores ao vencimento dos Deputados e
do Presidente da República (PR), até Outubro de 2005 com direito a reforma antecipada, podendo acumular com outros vencimentos ou reformas. Até o PR Cavaco Silva tem pelo menos mais duas reformas que acumula com o seu vencimento.
Se José Sócrates não tivesse tido o desplante de acabar com as reformas antecipadas dos políticos e dos gestores públicos em Outubro de 2005, os processos do Freeport, do diploma de Engenheiro e outros
nunca teriam tido o eco que tiveram.
E foi com esta facilidade (legislação imoral mas legal para criar à medida jobs para os boys, com a agravante de desviar a prioridade da atenção do Gestor para as novas solicitações dos Generais dos
Partidos do Poder que julgavam também ter direito a um JOB) que a Fátima Felgueiras se escapou da Justiça indo para o Brasil onde viveu com a ajuda da reforma antecipada obtida dois meses antes de ter sabido por fuga de informação que iria ser detida.
Estima-se que mais de 50% dos autarcas com mais de 55 anos tenham direito a reformas obtidas por antecipação na mesma função (hoje, também impedidos de acumular com os seus vencimentos).
É uma vergonha a delapidação dos recursos financeiros que deveriam privilegiar o desenvolvimento ou a amortização da dívida pública e externa, que tipifica uma política neoliberal onde a ganância só tem
como limite o céu; ou pior, foi preciso ter sido o mercado externo, com a subida vertiginosa dos juros da dívida soberana, a dizer que Portugal já não dá confiança para ter empréstimos.
No início da entrada de Portugal na União Europeia, como se fosse uma Dona Branca quando o dinheiro entrava aos montes, tudo foi possível sem grandes convulsões.
De vez em quando, lá era processado um político ou gestor que, com raras excepções, acabava por ver o seu processo arquivado.
Hoje temos o resultado da gestão da geração dos "soixante-huitard"
que tem estado no poder, ao tempo do 25 Abril fanáticos de Mao, agora brilhantes executantes da partidocracia com laivos neoliberais.
É preciso que se saiba que:
"... os portugueses comuns (os que têm trabalho) ganham cerca de metade (55%) do que se ganha na zona euro, mas os nossos gestores recebem, em média:
· mais 32% do que os americanos;
· mais 22,5% do que os franceses;
· mais 55 % do que os finlandeses;
· mais 56,5% do que os suecos"
(Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 24/10/09)
E têm o desplante de chamar a nossa atenção afirmando que "os
portugueses devem trabalhar mais e gastam acima das suas
possibilidades."
Com um abraço de cidadão preocupado com o futuro de Portugal,
incluindo sobretudo os jovens, desempregados e os empregados pobres
(vencimentos na média dos 500 €).
Não divulgar é cumplicidade!
CARTA ABERTA A S. EXª PM - DE UM VOTANTE DO CDS
ESTOU FARTO, SR. PRIMEIRO-MINISTRO
Sr. Primeiro-Ministro,
V. Exª não me conhece.
1 - Sou trabalhador do Estado, a minha esposa é enfermeira, tenho 2 filhos pequenos, não sou rico, vivo do meu vencimento (consecutivamente cortado de mil e uma maneiras) com o qual pago a prestação de uma casa simples (até aos 70 anos de idade), com imenso esforço, a prestação da minha viatura comprada em “leasing” a 10 anos, porque o dinheiro não dá para mais - na esperança de o poder pagar mais cedo - (para me poder deslocar para o trabalho que sempre foi longe de casa).
Não tenho bens patrimoniais nem heranças.
Procuro ser honesto, correcto, honrar os meus compromissos, de acordo com os meus valores ético-morais que adoptei, não só dos meus pais como também da Instituição que sirvo: os valores da honra, da dignidade.
2 - Dirijo-me a V. Exª na minha condição de cidadão português e de eleitor.
Após os descalabros sucessivos dos anteriores governos, acreditei em si, V. Exª inspirava-me confiança, parecia uma lufada de ar fresco neste terreno pantanoso em que se transformou o Portugal político-partidário.
Votei no seu colega de coligação no CDS, pois tinha a percepção de que os partidos políticos não teriam maturidade para terem maiorias (de acordo com o corrido no passado quer com o PSD, quer com o PS).
Sinto-me profundamente enganado, quer pelo Sr. Primeiro-Ministro, quer pelo Sr. Paulo Portas.
Explico porquê!
3 - Tenho 50 anos de idade, filhos para criar e já não tenho idade para ser enganado.
V. Exª mentiu-me (e eu acreditei), quando antes da campanha eleitoral garantiu, numa escola, que retirar os subsídios de férias e de Natal era um disparate e mera propaganda do partido adversário.
O Sr. Paulo Portas mentiu-me (e eu acreditei), quando foi fazer campanha eleitoral para um bomba de gasolina na fronteira com Espanha, dizendo que o que se passava em Portugal em matéria de preços dos combustíveis era um escândalo, e que resolveria o problema mal chegasse ao governo.
V. Exª disse que os sacrifícios seriam iguais para todos, que lutaria por justiça e equidade (e eu acreditei). Disse que a honestidade, a correcção, os valores pátrios, ético-morais, seriam um paradigma do seu futuro governo (e eu acreditei).
V. Exª prometeu transparência (e eu acreditei), veja-se o caso Miguel Relvas, o caso Ana Moura, por exemplo.
Fui enganado, sinto-me enganado e a réstia de esperança que tinha em muito poucos políticos desapareceu.
O aforismo popular de que “são todos iguais” deixou de ser mera conjectura subjectiva: tornou-se um facto de difícil discussão.
4 – Estou farto, Sr. Primeiro-Ministro, que me falem de sacrifícios, de equidade, quando o Sr. Ministro da Solidariedade Social trocou uma vespa por um bólide caríssimo, no qual afronta a pobreza em que estamos.
Estou farto, Sr. Primeiro-Ministro, quando tenho um incentivo fiscal de 250€ para 2013, e para o ter tenho de gastar mais do que o meu vencimento, sendo tratado não como um cidadão mas como um mentecapto.
Estou farto, Sr. Primeiro-Ministro, que me fale de transparência, quando o seu braço direito, o Sr. Relvas, teve o caso que teve com o jornal Público, foi denunciado publicamente num canal de TV por Helena Roseta de a ter aliciado para favorecer uma empresa onde na altura V. Exª era o responsável, tem um curso que envergonha o país (apesar de legal, segundo dizem), e mentiu no caso das secretas no parlamento, segundo referem os “media”.
V. Exª é conivente, ao manter a confiança política num político que não inspira confiança.
Estou farto, Sr. Primeiro-Ministro, que me falem de igualdade, de equidade, de justiça, quando a classe política não dá o exemplo de austeridade ao povo, aliás, contrariamente, faz o oposto, em carros de luxo, menus de luxo a preço de cantina na Assembleia da República, aumentos encapotados sob a forma de ajudas de custo e / ou despesas de representação.
Estou farto, Sr. Primeiro-Ministro, que me mintam.
Há tempos o Sr. Ministro da Administração Interna referiu, pelo menos por duas vezes, que era preciso dizer ao povo que o plano da troika não visava o crescimento mas apenas a correcção da despesa. No entanto, o discurso inverso, de que este caminho de austeridade louca visa o crescimento, continua a ser injectado por V. Exª.
Estou farto, Sr Primeiro-Ministro, de maus exemplos por parte de quem deveria dar bons exemplos. Refiro-me em concreto às duas principais figuras do Estado português (a 2ª figura foi escolhida por V. Exª), que exercendo cargos de alta responsabilidade dispensaram os respectivos ordenados para auferirem chorudas reformas (mais de 7 mil euros por 10 anos de trabalho, a Srª Assunção Esteves).
Estou farto, Sr. Primeiro-Ministro, que me digam que tudo isto é dentro da Lei (que os senhores elaboram ao longo dos anos, para que possam fazer o que bem entendem).
Estou farto, Sr. Primeiro-ministro, dos ordenados escandalosos dos gestores públicos, enquanto V. Exª vai cortando o pouco que cada português da classe média, e por aí abaixo, auferem ao fim do mês.
Estou farto Sr. Primeiro-Ministro de ver inúmeros “especialistas” no governo de V. Exª, na casa dos 20 anos, a auferirem ordenados equivalentes, por exemplo, a um General em fim de carreira.
Estou farto, Sr. Primeiro-Ministro, que alterem as leis de acordo com os vossos interesses (refiro-me ao subsídio de férias e de Natal), quando ao que consta tal nem sequer foi imposto pela troika, e estava estatuído desde o tempo de Sá Carneiro (que falta fazem homens da sua fibra) que esses subsídios são inalienáveis e impenhoráveis.
Estou farto, Sr. Primeiro-Ministro, de haver leis para uns e leis para outros conforme as conveniências do momento.
Estou farto, Sr. Primeiro-Ministro, que me digam que tudo isto é inevitável pois sabe melhor que eu que não é.
O Sr. Miguel Cadilhe sugeriu há dias que se taxasse 4% sobre a riqueza líquida, numa única vez para amortizar a dívida pública.
Porque não o faz V. EXª? De quem tem medo? Porque insiste em massacrar o povo português quando tem esta hipótese? Ou será que o Sr. Miguel Cadilhe alucinou (não acredito)?
5 – Da minha parte, e embora tenha votado no projecto comum PSD / CDS, não me revejo nesta teimosia de, alucinadamente, ir atrás de um número para o défice, nem que para isso o país morra de fome.
Como cidadão e eleitor, não votei nos senhores para fazerem isto, mas sim para fazerem o que prometeram.
Uma vez que me sinto enganado, não reconheço legitimidade democrática a este governo, pois quem o elegeu, fê-lo partindo dos pressupostos prometidos na campanha eleitoral, e não no tratamento desigual que
estão a ter para com os cidadãos.
6 - É simplesmente execrável:
Que haja cidadãos de 1ª e cidadãos de 2ª;
Que a uns tenha sido cortado o vencimento e a outros não;
Que a uns tenham sido cortados os subsídios de férias e de Natal e a outros não;
Que uns tenham um determinado tratamento e haja regime de excepção para outros;
Que as classes mais favorecidas sejam poupadas em detrimento dos menos favorecidos;
Que eu tenha de andar a pagar os desmandos das entidades bancárias;
Que estas entidades não contribuam para o esforço nacional;
Que se mantenham inúmeros Institutos, quando foi prometido acabar com a maioria deles, observatórios, e outras instituições redundantes que por aí abundam.
É preciso coragem para servir o povo!
Estou farto Sr. Primeiro-ministro!
José Lucas
BI 7849415
jcmlucas@gmail.com
19 Julho 2012
PS – Ouvi na TV, V. Exª dizer que iria tirar uma semana de férias.
Eu não vou poder, mesmo pertencendo à ex-classe média, porque V. Exª tirou-me o subsídio de férias depois de estar no governo (após prometer não o fazer antes de estar no governo). Ficaria muito grato se V. Exª pudesse levar os meus filhos de 9 e 12 anos, com a família de V. Exª, para que possam usufruir de um pouco de praia.
Tenho outro problema: ainda não sei como vou comprar os livros para o próximo ano lectivo, mas isso é outra história, mais lá para diante…
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