terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A mulher mais poderosa de Portugal é Angolana


por Pedro Santos Guerreiro

Portugal tem muitas mulheres importantes, algumas são ricas, poucas são poderosas.
Uma é as três coisas. Tem 36 anos e não é portuguesa. É a angolana Isabel dos Santos.

O "dinheiro dos angolanos" pesa sobre muitas consciências
Os angolanos são entronizados em Portugal

Dizem que detesta ser tratada como "a filha de José Eduardo dos Santos".
Pela maneira como está a afirmar-se em Portugal, um dia trataremos o Presidente de Angola como "o pai de Isabel dos Santos".
É a nova accionista da Zon.
E de muitas outras empresas. Uma atrás da outra, todas lhe estendem tapetes. Tapetes verdes, da cor do dinheiro.
A mulher mais rica de Portugal, segundo a "Exame", é Maria do Carmo Moniz Galvão Espírito Santo Silva, com uma fortuna de 731 milhões de euros.
Não tem metade do poder de Isabel dos Santos.
E tem apenas uma fracção do seu dinheiro: só na Galp, BPI, Zon e BESA, a empresária angolana tem quase dois mil milhões de euros. Fora o resto.

A lista dos dez mais ricos de Portugal está aliás cheia de pessoas que fazem negócios com a família dos Santos. Américo Amorim é sócio de Isabel na Galp e no Banco BIC.
Belmiro de Azevedo, segundo foi noticiado, quer ser parceiro de distribuição em Angola. (a)
O Grupo Espírito Santo tem interesses imobiliários, nos diamantes, na banca.
Salvador Caetano tem concessões.
O Coronel Luís Silva acaba de fechar negócio para vender acções da Zon a Isabel dos Santos.
Zon onde João Pereira Coutinho e Joe Berardo são accionistas.

Da lista dos mais ricos, só a família Mello e Soares dos Santos estão "fora" da geografia.
O "dinheiro dos angolanos" pesa sobre muitas consciências.
Soares dos Santos foi o único a assumir publicamente o desdém pelos níveis de corrupção de Angola.

Isabel dos Santos é accionista da Zon e sócia da PT.
É accionista do BPI e sócia do BES.
É accionista da Galp e a Sonangol é parceira da EDP.
A empresária garante que não tem relações com as actividades do seu pai e da estatal Sonangol.
Identificando todos os interesses em causa, as relações de sociedades portuguesas alargam-se ainda à Caixa, Totta, BPN e Mota-Engil.

O que faz com que tantas empresas portuguesas implorem para fazer negócios com Isabel dos Santos?
E que Isabel "jogue" em equipas rivais, concorrentes confessos em Portugal, sem um pestanejo?
Só uma coisa consegue tanto unanimismo: o dinheiro.
A contrapartida de acesso ao crescente mercado angolano.
Os portugueses não abrem os braços a Isabel dos Santos, abrem-lhe as carteiras - vazias...!!!!
Isabel e José Eduardo construíram um poder tão ramificado em empresas portuguesas que só o Estado e Grupo Espírito Santo os ultrapassarão.
Tanta concentração de poder é mais ameaçadora do que uma nacionalidade.

Fonte: Jornal de negócios



observação pessoal, extra artigo:
(a) - não é bem assim. O poder angolano é que só autoriza a entrada do "Continente" em Angola na condição "desta menina" ser "dona" da distribuição em Angola com o know-how dos Azevedos. Aliás, as Empresas portuguesas para se instalerem em Angola, se tivessem honorabilidade, denunciariam a público a corrupção a que são sujeitas pelo poder angolano, versus Isabel Santos.

E, enquanto andam nesta troca de interesses o povo angolano vive na miséria e passa fome.

Pai, mãe e filho traficavam droga



Uma familia constituida por pai, mãe e filho traficavam droga. Deslocavam-se a Espanha periodicamente, sempre bem vestidos e "montados" em carros de topo de gama.

A Justiça decidiu prender o pai e o filho. A mãe saiu em liberdade. Boa?

Assim fica mais fácil e o megócio irá prosperar.

A mãe continuará a viajar e a ir buscar o material. O pai e o filho sentados à sombra, com cama e roupa lavada, TV, e todas as regalias e conforto das prisões, passarão a vender o produto dentro das grades aos colegas.

É de conhecimento público que a droga circula dentro das prisões.

Portanto, o negócio irá continuar a prosperar sem problema algum.

5 casas oferecidas pelas Câmaras ao mesmo sujeito



Um sujeito dirigiu-se a 5 Câmaras em 5 distritos diferentes, lamentando-se de que não tinha casa e vivia numa carrinha.

Moral da história: Cada uma das Câmaras (Zona do Alentejo) ofereceu-lhe uma casa.

Hoje o sujeito é proprietário de 5 casa em 5 distritos e ninguém toma uma atitude, nem ninguém exige a devolução das casas.

Castigado pela atitude tomada? Nada disso! Coitado do homem!

Aonde pára a Justiça neste País?

A Justiça em Portugal



Um tóxicodependente montou o seu próprio negócio! E sabem como? Fácil!

Roubava carros, carregava bidons na bagageira e dirigia-se às gasolineiras.
Atestava o carro, enchia os bidons e fugia sem pagar a gasolina/gasóleo.
Após ter um estoque razoável, passou a vender a gasolina/gasóleo por uma preço muito atractivo.

Moral da história: foi preso não por roubar oscarros, não por roubar a gasolina/gasóleo.

Foi penalizado com apresentações periódicas por ter andado a fazer preços competitivos às gasolineiras.

E esta, hein?

É esta a Justiça que temos neste País!

Evidentemente que o sujeito continuará muito atarefado a aumentar o seu negócio e vai-se apresentando periodicamente à Policia.

Porca miséria!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

A ignorância e as mentiras de Miguel Relvas A ignorância e as mentiras de Miguel Relvas

29 de Outubro de 2011 por Ricardo Santos Pinto



Como seria de prever, o Governo já começou a preparar-nos, lentamente, para o fim definitivo dos subsídios de Férias e de Natal. Primeiro, foi Vítor Gaspar a falar, de forma inusitada, em «vários anos» de cortes, dando a entender que seriam mais de dois. Seguiu-se-lhe Miguel Relvas a preparar o terreno para Pedro Passos Coelho, como sempre a desdizer tudo o que andou a dizer nos últimos anos.

No meio disto tudo, as declarações de Miguel Relvas, para além de profundamente demagógicas, revelam um ministro que não sabe do que fala - e quem não sabe é ignorante - e que falseia a verdade em vários pontos. Ora, quem falseia a verdade mente. E quem mente é mentiroso.

Diz Miguel Relvas que há muitos países que só têm 12 vencimentos, citando a propósito a Holanda, a Inglaterra e a Noruega. E não se percebendo como afirmação tão momentosa não mereceu mais comentários por parte da nossa Comunicação Social, só se pode considerar lamentável que, na ânsia de enganar os contribuintes, os nossos governantes não se importem de passar por ignorantes.

Como Miguel Relvas deve saber, o rendimento do trabalho em todos os países é anual - aliás, é assim que se calcula o IRS. O que existe são formas diferentes de o distribuir durante o ano. Em Portugal, por exemplo, o rendimento anual é distribuído, ou era, por 14 meses.

Quanto aos exemplos dados por Miguel Relvas, chegam a roçar o ridículo. Nem de propósito, falha em todos eles.
Em Inglaterra, o rendimento anual é dividido por 52 semanas e não por 10, 12, 14 ou 16 meses. 52 semanas, senhor ministro.
Na Holanda, os trabalhadores têm direito a Subsídio de Férias, correspondente a 8% do salário anual. Ou seja, caso se tenha trabalhado um ano inteiro, recebe-se um pouco menos de um mês de salário no mês de Junho, para além do mês de férias pagas.

Na Noruega, o rendimento anual é realmente pago em 12 meses. No entanto, o valor do IRS é dividido por 11 meses, sendo que os trabalhadores por conta de outrém recebem, no mês de férias, o ordenado isento de impostos. Ora, não é isto um subsídio de férias?

Para além das mentiras e da ignorância confessa, nota-se no meio disto tudo uma demagogia profunda. Como é possível querer comparar os salários dos portugueses (salário médio anual de 11 689 euros) com os salários de países como a Holanda (23 022 euros), a Noruega (22 263 euros) ou o Reino Unido (22 185 euros)? E ainda por cima querer cortar definitivamente uma parte significativa desse rendimento anual?

O Governo até pode ter legitimidade, o que duvido, para impor este tipo de medidas. Que não faziam parte do Programa de Governo ou do acordo com a Troika. O que não pode é mentir descaradamente aos portugueses e continuar a fazê-lo constantemente como se nada fosse. É que ainda não passaram 5 meses e já estamos fartos destas mentiras. E que tal mentiras novas?

BES -Administrador expulso por insultar moçambicanos -JORNAL i BES -Administrador expulso por insultar moçambicanos -JORNAL i

Pinto Ribeiro foi impedido de trabalhar em Moçambique por ter maltratado trabalhadores do Moza Banco, o parceiro do banco de Ricardo Salgado naquele país africano



"Porra, pretos de merda, vocês não sabem nada, seus amadores, incompetentes, vocês não têm perfil para trabalhar neste Banco, eu aqui mando, vão para a rua". Esta frase, reiteradamente proferida por José Alexandre Maganinho Pinto Ribeiro ao longo de meses, acabou por ser fatal ao administrador português do Moza Banco, parceiro do grupo BES em Moçambique, e custar--lhe quer o lugar no banco quer o direito de trabalhar naquele país africano de expressão portuguesa.

Pinto Ribeiro foi "convidado" a deixar Maputo pelo executivo liderado por Guebuza por maus tratos aos seus subordinados e com base na violação do princípio do "direito à honra, bom nome e integridade moral" bem como do "direito ao trabalho" emanado da Constituição moçambicana.

Segundo um despacho da ministra do Trabalho, Maria Helena Taípo, a que o i teve acesso, datado de 18 de Janeiro, ao "trabalhador estrangeiro", como é designado Pinto Ribeiro no documento oficial, "foi-lhe proibido, com efeitos imediatos, o exercício do direito ao trabalho" na República de Moçambique "em virtude do respectivo comportamento na relação com os trabalhadores violar os princípios plasmados" na lei fundamental moçambicana.

O comportamento do administrador do Moza Banco foi denunciado por vários trabalhadores da instituição parceira do banco de Ricardo Salgado, tendo desencadeado uma acção inspectiva por parte da Direcção do Trabalho de Maputo. Na sequência desta fiscalização, os inspectores constataram que "os trabalhadores têm sofrido maus tratos perpetrados pelo trabalhador estrangeiro".

Ainda segundo o despacho, os colaboradores do banco eram sistematicamente obrigados a trabalhar até às duas horas da madrugada, "sem direito a descanso nem remuneração". Enquanto isto, José Alexandre Pinto Ribeiro insultava-os, berrando-lhes várias palavras ofensivas que a ministra do Trabalho fez questão de reproduzir no documento que fundamenta a sua proibição de continuar a trabalhar no país.

Após a saída do administrador, no mês passado, alguns dos trabalhadores moçambicanos entretanto afastados do quadro da direcção, "visando a integração de estrangeiros" foram reconduzidos.

Em comunicado emitido no seu site, o banco reconhece que foi notificado por algumas irregularidades laborais detectadas no âmbito da inspecção levada a cabo pelo Ministério do Trabalho. E informa que estão a ser tomadas medidas legais adequadas, em fóruns competentes, tendo em vista a defesa dos interesses da instituição. Mas garante que a notificação em nada afecta o seu normal funcionamento nem o processo de expansão e modernização em curso, que passa pela abertura de novas agências em todo o território.

http://www.ionline.pt/dinheiro/bes-administrador-expulso-insultar-mocambicanos

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Quem é Poul Thomsen da Troika

Quem é Poul Thomsen, o representante do FMI na troika que se tem destacado pelas suas afirmações bombásticas, sempre afinadas por uma norma: reduzir os salários? É vice diretor do departamento europeu do FMI, há mais de 20 anos responsável por programas para a Europa de Leste. Ganha mais de 50 salários mínimos portugueses e vive numa mansão em Washington.

Artigo | 15 Fevereiro, 2012 - 01:24

Poul Thomsen é a figura mais destacada da troika que tem vindo a impor os planos de austeridade a Portugal e à Grécia.

Em relação ao nosso país, duas tónicas têm estado constantemente presentes nas suas declarações: a redução de salários e o corte na Taxa Social Única (TSU), a contribuição patronal para a Segurança Social. Ambas com o mesmo efeito: baixar os rendimentos dos trabalhadores, degradar a segurança social pública e aumentar os lucros empresariais.

Lembremos as suas afirmações à comunicação social1, em Novembro passado, de apoio ao corte dos subsídios de férias e Natal no setor público ( é “uma boa ideia”, disse ele) e de que esse corte se devia estender ao setor privado. Essa apreciação ficou mesmo consignada na declaração da troika sobre a segunda missão de avaliação em Portugal, que refere explicitamente: “os salários do sector privado deverão seguir o exemplo do sector público”2.

Em relação à redução da TSU, a pressão para cortes “arrojados” tem sido constante, desde Maio de 2011. Para Poul Thomsen, a TSU deveria ser reduzida no equivalente a 2% do PIB português 3 ou seja 4 em 8 pontos percentuais 5.

Em dezembro passado, Poul Thomsen apoiou a proposta governamental de aumentar o horário de trabalho em meia hora e voltou a insistir no corte da TSU, em conferência telefónica com a comunicação social6.
Nessa altura, o representante da troika foi ainda mais longe e sublinhou que o Governo deve equacionar despedimentos na função pública 7.

Poul Thomsen tem sido sempre o homem que vai para além dos planos da troika em execução, exigindo publicamente novas reduções de salários e de direitos sociais, sem qualquer respeito pela Constituição ou pelas leis em vigor, mostrando que é de facto um fanático dos cortes,
nomeadamente dos salários, e um feroz defensor da política de salários sempre mais baixos.

Na Grécia, a atitude de Poul Thomsen tem sido semelhante à que tem tido em relação na Portugal, não admirando por isso que o maior sindicato da polícia grega o queira prender 8 ou que até o partido de extrema-direita Laos defenda que ele deva ser considerado persona non
grata na Grécia 9.

Quem é Poul Thomse
Poul Mathias Thomsen é um dinamarquês natural de Aabenraa, onde nasceu em 21 de Maio de 1955. Licenciou-se em Economia na Universidade de Copenhaga em 1979, onde foi assistente entre 1979 e 1982. Em 1982, ingressou no FMI.

A partir de 1987, começou a fazer a ligação do FMI à ex-Jugoslávia. No período da guerra civil da ex-Jugoslávia (1991-1995), Poul Thomsen esteve sempre ligado à ex-Jugoslávia.

Em 1990 e 1991, foi o representante residente do FMI em Belgrado. Entre 1992 e 1996, chefiou
as missões do FMI à Eslovénia e à República da Macedónia.

Entre 1996 e 1998, Poul Thomsen foi também o chefe de missão na Roménia, um país duramente atingido pela crise e onde o FMI impôs recentemente duros cortes salariais, numa “negociação” liderada por ele.

De 1998 a 2000, Poul Thomsen liderou a divisão do FMI na Rússia e, entre 2001 e 2004, foi o representante residente sénior do FMI e líder do escritório em Moscovo10.

Atualmente, Poul Thomsen é o vice diretor do departamento europeu do FMI e como tal lidera e conduz diretamente os processos da Islândia, da Grécia, de Portugal e também da Ucrânia e da Roménia. Em todos os casos se tem destacado pela defesa de uma política acelerada de privatizações e cortes desenfreados nos salários e nos serviços públicos.

Mais de 50 salários mínimos portugueses livres de impostos De acordo com o jornal grego “Eleftheros Typos”, Poul Thomsen ganhará mais de 309.000 dólares por ano11, de acordo com o nível B05 do FMI.

Como assinala o jornal grego, Thomsen ganhará o equivalente a 53 salários mínimos portugueses. Como funcionário do FMI não-americano residente nos Estados Unidos, grande parte dos seus rendimentos são livres de impostos – uma das benesses garantida pelo FMI aos seus funcionários. Apesar de pregar e impor os cortes salariais drásticos nos países onde representa aquela organização internacional, em 2011 terá tido um aumento no seu vencimento de 4,9% - o aumento garantido pelo FMI.

Poul Thomsen vive com a sua família em Washington12, a capital dos Estados Unidos, numa mansão de três pisos, que lhe terá custado mais de 1.505.000 dólares.