quarta-feira, 23 de novembro de 2011





Acima das nossa possibilidades

Julgava eu que a mocinha da Assembleia da República, Assunção Esteves, detinha o recorde da pensão mais precoce, aos 42 anos, pois não paro de me surpreender, o Lima aquele que está a dormir na choldra por precaução ainda se reformou mais cedo, aos 39 com uma pensão vitalícia de 2.200 euros, a única fonte de sustento que aquela pobre alma parece ter, a fazer fé na sua declaração de rendimentos. Ou muito me engano ou ainda vamos pagar os milhões de euros que o sem-abrigo ficou a dever ao BPN.


E depois é o partido e o governo desta gentinha que nos vem dizer que andámos a viver acima das nossas possibilidades ou que é preciso elevar o limite de idade de acesso à reforma para os 67 anos, vai, lá vai. Metam-no definitivamente dentro, dêem-lhe de comer e uma enxerga para dormir e poupam uma grande parte desses 2.200 euros que eu estou farto do politicamente correcto, vão roubar chumbo que cobre já há pouco, são cem cães a um osso.

Até a Sra. Dª. Isabel Jonet, Presidente do Banco da Fome teve o descaramento de ser dessa opinião.

Assim sendo...minha senhora, contribuições para a sua Instituição, para mim, acabaram! Contribua a senhora e os seus "amigos de peito" que vivem melhor que eu!

"Burla dos direitos adquiridos", por Ângelo Correia e a hipocrisia dos políticos

Em Novembro de 2010, no Plano Inclinado da SIC Notícias, Ângelo Correia afirmou que adquiridos são apenas os direitos como o direito à vida, o direito à liberdade, etc.. Defendeu que todos os outros direitos, ou seja, aqueles que custam dinheiro ao Estado, são direitos que "não existem", que estão dependentes da solidez da economia. Concluiu mesmo que a ideia de direitos adquiridos se trata de uma "burla".


No entanto, menos de um ano depois, a 23 de Outubro de 2011, quando questionado por uma jornalista da Antena 1 sobre a possibilidade de, em função do momento difícil que o país atravessa, abdicar da sua subvenção vitalícia de ex-titular de cargo público (quando, ainda por cima, trabalha no sector privado), Ângelo Correia afirmou não estar disponível, por se tratar de um "direito adquirido" legalmente.


Vale a pena ver e ouvir...Afinal não foi ele o empregador e mentor etiológico de Passos coelho?

http://www.youtube.com/v/HLfOhT6GfIg&autoplay=1&rel=0


ACHAM QUE A ELECTRICIDADE ESTÁ CARA ?

É de espantar a nossa generosidade na contribuição mensal para as energias renováveis, nomeadamente a eólica.

Para uma factura de 100 ¤, os custos serão os seguintes:

- IVA de 6% (passará a 23% em Novembro) ............................... 5,7 ¤
- Taxa de 7% para RDP e RTP ....................................................... 6,8 ¤
- Subsídios diversos ....................................................................... 53,5 ¤
- 3% para harmonização tarifária
dos Açores e da Madeira................................................................. 1,6 ¤
- 10% de rendas por passagem de cabos
de alta tensão para Municípios e Autarquias.............................. 5,4 ¤
- 30% para compensar operadores -
EDP, Tejo Energia e Turbo Gás................................................... 16,1 ¤
- 50% para investimento em
energias renováveis..................................................................... 26,7 ¤
- 7% para custos de funcionamento
da Autoridade da Concorrência e da ERSE................................ 3,7 ¤
- CUSTO EFECTIVO DA
ELECTRICIDADE CONSUMIDA ............................................. 34,0 ¤

TOTAL........................................................................................ 100,0 ¤

Estão a ver porque razão a EDP e as empresas da mesma laia garatem o funcionamento normal no dia da GREVE GERAL?

Reparem bem a roubalheira que por aqui vai. Olhem, com olhos de ver, para as facturas da luz, PT, Água, etc....

Que grande poema!!!!

Neste Portugal imenso
Sempre quando chega o verão,
não há nenhum ser humano
Que não fique com tesão.
É uma terra danada,
Um paraíso perdido.
Onde todo mundo fode,
E todo mundo é fodido..


Fodem moscas e mosquitos,
Fode aranha e escorpião,
Fodem pulgas, carrapatos,
E empregadas c'o patrão.


Os brancos fodem os negros
Com grande desprendimento,
Os noivos fodem as noivas
Muit' antes do casamento.


General fode Tenente,
Coronel fode Capitão.
O presidente da República
Vive fodendo a nação.


Os Frades fodem as freiras,
Padre fode o sacristão,
Até na igreja de crente
O pastor fode o irmão..


Todos fodem neste mundo
Num capricho derradeiro.
E o danado do Dentista
Fode a mulher do Padeiro.


Passos, depois de eleito,
se tornou um fodedor
Nunca fodeu o Cavaco,
mas fode o trabalhador,
Ministro fode deputado
Que fode o eleitor.
O Banqueiro bem sentado
Fode bem o cobrador

Parece que a natureza
Vem a todos nos dizer,
Que vivemos neste mundo
Somente para foder.


E voce, meu nobre amigo
Que se está a entreter,
Não gostou da poesia
Saia e vá-se foder!


Autor Desconhecido - Também, pudera... se fosse conhecido, tava fodido!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Carta aberta aos Governantes deste País





















Exmos Senhores,
Presidente da República, Primeiro Ministro e Ministro das Finanças


Recebi há dias uma comunicação das Finanças (tal como milhares de portugueses) informando-me de que em 2008, efectuei o pagamento do Selo de circulação da minha viatura com um dia de atraso. Por essa razão tenho por obrigação de pagar uma coima às Finanças no valor de 15€.

1º - Fazem referencia a uma viatura, indicando a sua matrícula, que eu já não sei a qual viatura pertence tal matricula.

2º - Mesmo que eu queira ir confirmar ao site ds Finanças, a viatura já lá não aparece, a partir do momento em que a devo ter vendido, uma vez que as viaturas que possuo neste momento nenhuma delas tem a matricula referenciada na carta das Finanças. Logo...tenho que acreditar na vossa AFIRMAÇÃO!

3º - Para eu poder confirmar se realmente paguei o selo de circulação com um dia de atraso, terei que ir vasculhar os meus extractos de conta de 2008 ou fazer um pedido ao meu Banco (com o qual já não trabalho actualmente) para que me forneçam o comprovativo. Logo...tenho que ACREDITAR na vossa AFIRMAÇÃO!

4º - Em Junho de 2008, no dia em que falhei o dito pagamento, por um dia, estaria eu doente ou fora do País? Não me recordo. Logo...terei de ACREDITAR na vossa AFIRMAÇÃO!

5º - Se me recusar a pagar a dita coima, correrei o risco de ter de pagar juros de mora ou a fazerem-me o arresto dos bens, ou mesmo do salário. Logo...terei de pagar porque me obrigam a acreditar na vossa AFIRMAÇÃO e no vosso PODER!

6º- Porque razão é que o envio do dito aviso não foi logo enviado em 2008 se o pagamento refere-se a 2008?

Deixaram passar o tempo ara que o povo desista de ir procurar o comprovativo de como efectuou o pagamento atempadamente?

Deixaram passar o tempo para que o povo não se recorde do que fez em 2008 e acabe por pagar sem se chatear?

Deixaram o tempo passar porque a Função Pública é lenta a trabalhar e não conseguem detectar atempadamente as falhas?

Não há dúvida que tudo isto não passa de UM ABUSO DO PODER e UM ABUSO DE CONFIANÇA!

Quanto ao abuso de PODER, estamos a passar uma fase muito pior que a época Salazarista, aonde imperava a prepotência, o abuso, obrigando o povo a calar-se contra-vontade e a ser amordaçado porque se não se calasse era penalizado.

ABUSO DE CONFIANÇA, porque a palavra do Governo, neste momento é lei. Ninguém pode colocar em dúvida o que dizem ou fazem. Tomam as decisões mais escabrosas que entendem, sempre em desfavor do povo, e o povo tem que ACREDITAR nas medidas tomadas.

Por acaso, Vexas andaram comigo na escola? De onde conheço eu Vexas? O meu conhecimento de Vexas não passa das "aldrabices" que apregoam nas vossas campanhas eleitorais, e que NUNCA cumprem.

O meu conhecimento de Vexas, inclui também o tomar conhecimento através da Comunicação Social, dos "caldinhos" que cozinham, dos "amigos de peito e vizinhos" que possuem e que estão metidos em brulas e vigarices.

Os meus conhecimentos sobre Vexas não me permitem de modo algum ter que ACREDITAR piamente no que me dizem e que me mandam pagar pelo meio do poder que têm contas e multas de 2008.

O povo ainda sabe fazer contas, meus caros senhores. 15€ de coima por cada carta enviada...foram milhares de carta enviadas o que soma um total de largos milhares para encher os cofres do Estado que está sempre a inventar novas formas de sacar.

Isto tem só um nome: ROUBO!

Continuem assim que estão a cavar a vossa própria cova. Este Governo ou não chega ao fim ou garanto-lhe que nunca mais se sentam no poleiro!

Livramo-nos de um "bipolar" que destruiu o País e estamos neste momento nas mão de uns senhores que nos cortam o pão para a boca com a finalidade de brilharem perante a Troika.

Porca Miséria! Tenho vergonha do meu País, tenho vergonha da minha nacionalidade, tenho vergonha de ter tal gente a governar um País que merecia melhor destino.

Haja vergonha meus senhores!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A trapeira do Job

José António Barreiros

Isto que eu vou dizer vai parecer ridículo a muita gente.

Mas houve um tempo em que as pessoas se lembravam ainda, da época da infância, da primeira caneta de tinta permanente, da primeira bicicleta, da idade adulta, das vezes em que se comia fora, do primeiro frigorífico e do primeiro televisor, do primeiro rádio, de quando tinham ido ao estrangeiro.

Houve um tempo em que, nos lares, se aproveitava para a refeição seguinte o sobejante da refeição anterior, em que, com ovos mexidos e a carne ou peixe restante se fazia "roupa velha".

Tempos em que as camisas iam a mudar o colarinho e os punhos do avesso, assim como os casacos, e se tingia a roupa usada, tempos em que se punham meias solas com protectores. Tempos em que ao mudar-se de sala se apagava a luz, tempos em que se guardava o "fatinho de ver a Deus e à sua Joana".

E não era só no Portugal da mesquinhez salazarista. Na Inglaterra dos Lordes, na França dos Luíses, a regra era esta. Em 1945 passava-se fome na Europa, a guerra matara milhões e arrasara tudo quanto a selvajaria humana pode arrasar.

Houve tempos em que se produzia o que se comia e se exportava. Em que o País tinha uma frota de marinha mercante, fábricas, vinhas, searas.

Veio depois o admirável mundo novo do crédito. Os novos pais tinham como filhos, uns pivetes tiranos, exigindo malcriadamente o último modelo de mil e um gadgets e seus consumíveis, porque os filhos dos outros também tinham.

Pais que se enforcavam por carrões de brutal cilindrada para os encravaram no lodo do trânsito e mostrarem que tinham aquela extensão motorizada da sua potência genital. Passou a ser tempo de gente em que era questão de pedigree viver no condomínio fechado e sobretudo dizê-lo, em que luxuosas revistas instigavam em couché os feios a serem bonitos, à conta de spas e de marcas, assim se visse a etiqueta, em que a beautiful people era o símbolo de status como a língua nos cães para a sua raça.


Foram anos em que o campo tornou-se num imenso ressort de turismo de habitação, as cidades uma festa permanente, entre o coktail party e a rave. Houve quem pensasse até que um dia os serviços seriam o único emprego futuro ou com futuro.

O país que produzia o que comíamos ficou para os labregos dos pais e primos parolos, de quem os citadinos se envergonhavam, salvo quando regressavam à cidade dos fins de semana com a mala do carro atulhada do que não lhes custara a cavar e às vezes nem obrigado.

O país que produzia o que se podia transaccionar esse ficou com o operariado da ferrugem, empacotados como gado em dormitórios e que os víamos chegar, mortos de sono logo à hora de acordarem, as casas verdadeiras bombas relógio de raiva contida, descarregada nos cônjuges, nos filhos, na idiotização que a TV tornou negócio.

Sob o oásis dos edifícios em vidro, miragem de cristal, vivia o mundo subterrâneo de quantos aguentaram isto enquanto puderam, a sub-gente. Os intelectuais burgueses teorizavam, ganzados de alucinação, que o conceito de classes sociais tinha desaparecido. A teoria geral dos sistemas supunha que o real era apenas uma noção, a teoria da informação, substituía os cavalos-força da maquinaria pelos megabytes de RAM da computação universal. Um dia os computadores tudo fariam, o ser humano tornava-se um acidente no barro de um oleiro velho e tresloucado, que caído do Céu, morrera pregado a dois paus, e que julgava chamar-se Deus, confundindo-se com o seu filho e mais uma trinitária pomba.

Ás tantas os da cidade começaram a notar que não havia portugueses a servir à mesa, porque estávamos a importar brasileiros, que não havia portugueses nas obras, porque estávamos a importar negros e eslavos.

A chegada das lojas dos trezentos já era alarme de que se estava a viver de pexibeque, mas a folia continuava. A essas sucedeu a vaga das lojas chinesas, porque já só havia para comprar «balato». Mas o festim prosseguia e à sexta-feira as filas de trânsito em Lisboa eram o caos e até ao dia quinze os táxis não tinham mãos a medir.

Fora disto os ricos, os muito ricos, viram chegar os novos ricos. O ganhão alentejano viu sumir o velho latifundário absentista pelo novo turista absentista com o mesmo monte mais a piscina e seus amigos, intelectuais claro, e sempre pela reforma agrária e vai um uísque de malte, sempre ao lado do povo e já leu o New Yorker?

A agiotagem financeira essa ululava. Viviam do tempo, exploravam o tempo, do tempo que só ao tal Deus pertencia mas, esse, Nietzsche encontrara-o morto em Auschwitz. Veio o crédito ao consumo, a conta-ordenado, veio tudo quanto pudesse ser o ter sem pagar. Porque nenhum banco quer que lhe devolvam o capital mutuado quer é esticar ao máximo o lucro que esse capital rende.

Aguilhoando pela publicidade enganosa os bois que somos nós todos, os bancos instigavam à compra, ao leasing, ao renting ao seja como for desde que tenha e já, ao cartão, ao descoberto autorizado.

Tudo quanto era vedeta deu a cara, sendo actor, as pernas, sendo futebolista, ou o que vocês sabem, sendo o que vocês adivinham, para aconselhar-nos a ir àquele balcão bancário buscar dinheiro, vender-mo-nos ao dinheiro, enforcar-mo-nos na figueira infernal do dinheiro. Satanás ria. O Inferno começava na terra.

Claro que os da política do poder, que vivem no pau de sebo perpétuo do fazer arrear, puxando-os pelos fundilhos, quantos treparam para o poder, querem a canalha contente. E o circo do consumo, a palhaçada do crédito servia-os. Com isso comprávamos os plasmas mamutes onde eles vendiam à noite propaganda governamental, e nos intervalos, imbelicidades e telefofocadas que entre a oligofrenia e a debilidade mental a diferença é nula. E contentes, cretinamente contentinhos, os portugueses tinham como tema de conversa a telenovela da noite, o jogo de futebol do dia e da noite e os comentários políticos dos "analistas" que poupavam os nossos miolos de pensarem, pensando por nós.

Estamos nisto.

Este fim de semana a Grécia pode cair. Com ela a Europa.

Que interessa? O Império Romano já caiu também e o mundo não acabou.
Nessa altura em Bizâncio discutia-se o sexo dos anjos. Talvez porque Deus se tivesse distraído com a questão teológica, talvez porque o Diabo tenha ganho aos dados a alma do pobre Job na sua trapeira. O Job
que somos grande parte de nós.