quarta-feira, 25 de maio de 2011

Novas Oportunidades - o embuste-alguém que viveu e sabe o que REALMENTE foi.....

Por Mário Feliciano

Começo por informar que não sou, nunca fui e não serei eleitor votante no PSD. Situo-me num espectro político-ideológico completamente diverso, portanto a razão do meu contacto não tem qualquer motivação partidária. Simplesmente acho que este assunto é demasiado sério para ser tratado apenas como uma guerra de palavras entre dois partidos candidatos ao governo.

Fui formador de informática durante 17 anos, actividade que deixei de exercer a tempo inteiro em Agosto passado, quando ingressei na Administração Pública, mas nos últimos anos tive a infeliz oportunidade de conhecer a realidade da formação nas Novas Oportunidades. “Infeliz” porque pude verificar que se trata de um completo embuste. Em 17 anos de actividade e com mais de 12.000 horas de formação ministrada, a única vez que tive vontade de abandonar um curso foi nas Novas Oportunidades.

De facto, o modo como estes cursos estão estruturados é mau demais para ser verdade, e quem não conheceu a situação no terreno nem imagina a tragédia que aquilo é. E é este o motivo que me leva a entrar em contacto convosco: para dar o testemunho de quem teve a desdita de ministrar cursos das Novas Oportunidades.

1. O primeiro foi num centro de emprego na região de Lisboa. Pretendia-se certificar os formandos com qualificação equivalente ao 6º ano, num curso qualificado como B2. Coube-me ministrar 100 horas de informática, onde se deveria incluir módulos de Word, Excel, PowerPoint e Internet. As dificuldades começaram logo na utilização do próprio computador, porque a formação de base da maioria dos 10 formandos era tão rudimentar que vários deles nem o seu próprio nome de utilizador e respectiva “password” conseguiram fixar durante aquelas 100 horas.

Começando com o módulo de Word, a avaliação foi quase desastrosa por vários motivos: os conhecimentos de português eram quase nulos em vários dos formandos; houve quem não conseguisse escrever sequer um parágrafo completo durante aquele tempo; havia quem conseguisse dar dois erros ortográficos na mesma palavra.

No módulo de Excel, as coisas foram piores, de tal forma que ao fim de 3 sessões desisti de continuar com aquele módulo. Era impossível fazê-los perceber como calcular esta coisa simples: se fossem à bomba de gasolina, abastecessem 25 litros e cada litro custasse 1,2 €, quanto gastariam? Este era o cálculo mais simples que se poderia executar numa folha de cálculo, mas primeiro era preciso que percebessem o raciocínio do cálculo. Impossível.

Só no PowerPoint e na Internet é que se conseguiu que a generalidade dos formandos fizessem algum trabalho visível. Mesmo assim, o panorama geral era francamente desolador. Cheguei a falar com os professores de português e matemática para perceber se aquela tragédia era mesmo o que parecia, o que me foi confirmado. Na altura a minha filha estava no 5º ano, e tinha mais conhecimentos que qualquer um deles.

Os problemas não se ficavam por aqui. Em termos pessoais as coisas ainda eram mais difíceis. Um dos formandos era alcoólico e trabalhava zero. Chegava às aulas alcoolizado e era incapaz de acompanhar qualquer assunto. Outro tinha estado preso por tráfico de droga. Outro era um jovem de 19 anos que se gostava de exibir nas aulas a dizer que era gay. Outra, com 55 anos, andava sempre atrelada a este e era ele que lhe fazia os testes, porque ela deixava de trabalhar quando ele estava próximo, enquanto nos intervalos aproveitavam para dar umas passas. Outra ainda dizia ser doente e faltava constantemente, chegava tarde e saía cedo porque tinha de apanhar o autocarro, e saía constantemente da sala para tomar comprimidos porque estava cheia de dores.

Como as minhas aulas eram quase sempre nos últimos dois tempos, das 18 às 20 horas, eles queriam sair mais cedo não havendo intervalo. Mas como eram os últimos tempos, antes iam jantar ao refeitório, donde resultava que por vezes entravam na sala às 18:30 e às 19:30 queriam ir-se embora. No meio de tudo, o que verdadeiramente os preocupava era quando iriam receber o subsídio…

No final de tudo aquilo, como profissional que leva o seu trabalho a sério, fiz um relatório de avaliação onde indiquei que 3 dos formandos não iriam ser aprovados porque não tinham os conhecimentos mínimos para tal. Perante isto fui contactado pela pessoa coordenadora do curso, que me pediu por favor para os passar, pois se não o fizesse eles não poderiam receber o diploma. Acedi contrariado mas elaborei uma informação a justificar o meu desacordo e senti que estava a colaborar numa farsa.

Posteriormente voltei ao mesmo centro de formação para frequentar uma acção de actualização do CAP (Certificado de Aptidão Profissional), onde a formadora era uma colega que também tinha sido formadora do mesmo curso. Informou-me que o tal formando alcoólico estava agora a frequentar outro curso das Novas Oportunidades para obter o 9º ano! Eu nem queria acreditar. O homem é quase analfabeto!

2. Depois desta tragédia, fui convidado por uma empresa de formação para ministrar um curso do mesmo género fora de Lisboa, neste caso para um nível equivalente ao 9º ano. Foram-me atribuídos dois módulos, introdução à informática e PowerPoint, em dias alternados. Fui eu que abri o curso, e durante 7 horas no primeiro dia estive a falar de conceitos gerais de informática e de utilização do computador, de arrumação de pastas e ficheiros.

Qual foi a minha surpresa quando verifiquei que no segundo dia iria outro formador dar Excel, no terceiro dia iria outra formadora dar Word e no quatro dia voltaria eu, para continuar a falar de pastas e ficheiros! Pensei para mim próprio: onde eu vim cair! Como é possível que um curso seja estruturado desta forma? Que lógica de aprendizagem é esta? Quem estabelece este calendário? Como se admite que num dia se fale de pastas e ficheiros e no dia seguinte se esteja a falar de folha de cálculo sem ainda se ter explicado no módulo inicial como se criam pastas?

E de quem é a responsabilidade desta amálgama? Quem propõe este calendário e quem o aprova? Será a empresa formadora que propõe, ou serão os responsáveis que, sentados num gabinete e sem qualquer noção do que é uma acção de formação, determinam que um formador não pode dar mais do que 7 horas seguidas na mesma turma, e por isso tem de se misturar módulos diferentes com formadores diferentes sem qualquer lógica nem critério?

3. Num terceiro caso, o objectivo já era certificar o 12º ano. Uma das participantes era também uma jovem com 19 anos a quem perguntei porque não ia fazer o 12º ano numa escola. Resposta: porque aqui é mais fácil.

Apesar de tudo estes eram mais empenhados, embora deixassem alguns comentários em tom incomodado como “o quê, temos de fazer uma avaliação?”

Mas o programa do curso… oh céus! Como é possível, como, elaborar programas como aqueles? Consulta-se o conteúdo programático dos vários módulos das UFCD (unidades de formação de curta duração), e vemos estas pérolas:

· Informática – evolução 25 horas

· Arquitectura de computadores 50 horas

· Gestão e organização da informação 25 horas

· Sistemas operativos 50 horas

· Sistemas operativos multitarefas 50 horas

· Sistemas operativos utilitários complementares 25 horas

Daria vontade de rir se não fosse trágico. Como é possível elaborar 3 módulos de sistemas operativos, a par com um de gestão de ficheiros , ter formadores a falar das mesmas coisas durante 50 horas em módulos supostamente diferentes? Pergunto eu: alguém faz ideia do que está a fazer quando elabora estes módulos?

Vale a pena consultar estes conteúdos:

http://www.catalogo.anq.gov.pt/UFCD/Detalhe/736

http://www.catalogo.anq.gov.pt/UFCD/Detalhe/737

http://www.catalogo.anq.gov.pt/UFCD/Detalhe/738

Alguém que perceba como é que se diferencia uns dos outros, e que justificação existe para fazer disto módulos de 50 horas. Quem são os crânios, sentados atrás duma secretária e sem ter qualquer noção do que é a formação, que determinam que os módulos têm todos de ser em múltiplos de 25 horas? E pedagogicamente, qual é a lógica subjacente? Se as aulas são normalmente de 3 horas ou 3 horas e meia, como se faz um calendário com pés e cabeça de modo a completar 25 horas? Não têm sequer a noção básica de que as durações deviam ser em múltiplos de 3? Quem é que é pago para conceber esta miséria?

E o que são os sistemas operativos utilitários complementares? São 25 horas para ensinar a utilizar um antivírus e compactar de descompactar ficheiros com um programa do tipo WinZip. 25 horas para isto? Era como se criassem um módulo para ensinar a atarraxar lâmpadas: explicava-se numa hora e depois ficava-se 24 horas e roscar e desenroscar a lâmpada…

É isto que resulta das Novas Oportunidades: andar a “certificar” analfabetos que na sua maioria não estão minimamente interessados em aprender o que quer que seja, querem sim ter um diploma que ateste que têm o 9º ou o 12º ano, mas que quando forem para o mercado de trabalho irão mostrar a sua total ignorância. Como me podem “obrigar” a passar pessoas como tendo competências informáticas quando nem um parágrafo conseguem escrever? E o meu nome fica associado a uma vigarice destas a troco de quê? Por que carga de água é que eu hei-de dizer que aquelas pessoas têm competências que não têm?

De facto, seria bom que alguém fizesse uma auditoria (mas a sério, não a fingir) à seriedade das Novas Oportunidades. Pessoalmente considero, mais que um embuste, um roubo que se está a fazer aos portugueses apenas para mascarar estatísticas com pseudo-qualificações que, objectivamente, as pessoas não têm.

No fim da minha colaboração com este programa, para além da frustração perante a inutilidade daquilo que estive a fazer, sobreveio principalmente uma enorme indignação por verificar que estava a assistir a um desbaratar de recursos de forma totalmente inútil e da qual não advém qualquer mais-valia para o país.

Estou à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais que considerem necessários. Acrescento que uma cópia deste e-mail vai ser enviada para todos os grupos parlamentares, uma vez que vi a notícia de que o assunto vai ser discutido no parlamento. Espero que o meu testemunho ajude a esclarecer os espíritos.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

PSD dá um pulo nas sondagens e distancia-se do PS com 39,6% dos votos

Sondagem: PSD dispara para 39,6% e deixa PS a 6,4 pontos

Se as eleições legislativas de 5 de Junho se realizassem hoje o PSD venceria com 39,6% dos votos, contra 33,2% do PS, indica uma projecção da sondagem da Intercampus para a TVI e Público. O CDS-PP cai para 12,1%, enquanto a CDU recua para 6,6% e o BE tomba para 5,8%.

Face à sondagem da passada sexta-feira, ainda antes do debate entre José Sócrates e Pedro Passos Coelho, o PSD ganha 3,9 pontos, sendo o único partido a subir. O PS perde 0,9 pontos, enquanto o CDS-PP cai 0,7 pontos, a CDU desce 0,9 pontos e o Bloco de Esquerda recua 1,2 pontos. A votação noutros partidos situa-se em 3%.

Com estes resultados, PSD e CDS-PP obtêm a maioria absoluta, somando 51,7% dos votos.

A projecção foi baseada numa sondagem efectuada entre 18 e 22 de Maio através de 1.021 entrevistas telefónicas. O erro de amostragem, para um intervalo de confiança de 95%, é de mais ou menos 3,06%.


(Noticia da 1ª pagina da Sapo)

Porque haverá tantos que não querem ver?

Resumindo: Está tudo espatifado
O professor Álvaro Santos Pereira (Universidade de Vancouver, Canadá) colocou ontem no seu blogue "Desmitos" um post que é obrigatório ler para perceber o que devíamos estar a discutir na campanha eleitoral. Aqui fica a reprodução:

Nos últimos dias, a "campanha" eleitoral tem sido constituída por um rol de "factos" que só servem para distrair os(as) portugueses(as) daquilo que realmente é essencial. E o que é essencial são os factos. E os factos são indesmentíveis. Não há argumentos que resistam aos arrasadores factos que este governos nos lega. E para quem não sabe, e como demonstro no meu novo livro, os factos que realmente interessam são os seguintes:

1) Na última década, Portugal teve o pior crescimento económico dos últimos 90 anos;

2) Temos a pior dívida pública (em % do PIB) dos últimos 160 anos. A dívida pública este ano vai rondar os 100% do PIB;

3) Esta dívida pública histórica não inclui as dívidas das empresas públicas (mais 25% do PIB nacional);

4) Esta dívida pública sem precedentes não inclui os 60 mil milhões de euros das PPPs (35% do PIB adicionais), que foram utilizadas pelos nosso governantes para fazer obra (auto-estradas, hospitais, etc.) enquanto se adiava o seu pagamento para os próximos governos e as gerações futuras. As escolas também foram construídas a crédito;

5) Temos a pior taxa de desemprego dos últimos 90 anos (desde que há registos). Em 2005, a taxa de desemprego era de 6,6%. Em 2011, a taxa de desemprego chegou aos 11,1% e continua a aumentar;

6) Temos 620 mil desempregados, dos quais mais de 300 mil estão desempregados há mais de 12 meses;

7) Temos a maior dívida externa dos últimos 120 anos;

8) A nossa dívida externa bruta é quase 8 vezes maior do que as nossas exportações;

9) Estamos no top 10 dos países mais endividados do mundo em praticamente todos os indicadores possíveis;

10) A nossa dívida externa bruta em 1995 era inferior a 40% do PIB. Hoje é de 230% do PIB;

11) A nossa dívida externa líquida em 1995 era de 10% do PIB. Hoje é de quase 110% do PIB;

12) As dívidas das famílias são cerca de 100% do PIB e 135% do rendimento disponível;

13) As dívidas das empresas são equivalente a 150% do PIB;

14) Cerca de 50% de todo endividamento nacional deve-se, directa ou indirectamente, ao nosso Estado;

15) Temos a segunda maior vaga de emigração dos últimos 160 anos;

16) Temos a segunda maior fuga de cérebros de toda a OCDE;

17) Temos a pior taxa de poupança dos últimos 50 anos;

18) Nos últimos 10 anos, tivemos défices da balança corrente que rondaram entre os 8% e os 10% do PIB;

19) Há 1,6 milhões de casos pendentes nos tribunais civis. Em 1995, havia 630 mil. Portugal é ainda um dos países que mais gasta com os tribunais por habitante na Europa;

20) Temos a terceira pior taxa de abandono escolar de toda a OCDE (só melhor do que o México e a Turquia);

21) Temos um Estado desproporcionado para o nosso país, um Estado cujo peso já ultrapassa os 50% do PIB;

22) As entidades e organismos públicos contam-se aos milhares. Há 349 Institutos Públicos, 87 Direcções Regionais, 68 Direcções-Gerais, 25 Estruturas de Missões, 100 Estruturas Atípicas, 10 Entidades Administrativas Independentes, 2 Forças de Segurança, 8 entidades e sub-entidades das Forças Armadas, 3 Entidades Empresariais regionais, 6 Gabinetes, 1 Gabinete do Primeiro Ministro, 16 Gabinetes de Ministros, 38 Gabinetes de Secretários de Estado, 15 Gabinetes dos Secretários Regionais, 2 Gabinetes do Presidente Regional, 2 Gabinetes da Vice-Presidência dos Governos Regionais, 18 Governos Civis, 2 Áreas Metropolitanas, 9 Inspecções Regionais, 16 Inspecções-Gerais, 31 Órgãos Consultivos, 350 Órgãos Independentes (tribunais e afins), 17 Secretarias-Gerais, 17 Serviços de Apoio, 2 Gabinetes dos Representantes da República nas regiões autónomas, e ainda 308 Câmaras Municipais, 4260 Juntas de Freguesias. Há ainda as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, e as Comunidades Inter-Municipais;

23) Nos últimos anos, nada foi feito para cortar neste Estado omnipresente e despesista, embora já se cortaram salários, já se subiram impostos, já se reduziram pensões e já se impuseram vários
pacotes de austeridade aos portugueses. O Estado tem ficado imune à austeridade;

Isto não é política. São factos. Factos que andámos a negar durante anos até chegarmos a esta lamentável situação. Ora, se tomarmos em linha de conta estes factos, interessa perguntar: como é que foi possível chegar a esta situação? O que é que aconteceu entre 1995 e 2011 para termos passado termos de "bom aluno" da UE a um exemplo que toda a gente quer evitar? O que é que ocorreu entre 1995 e 2011 para termos transformado tanto o nosso país? Quem conduziu o país quase à insolvência? Quem nada fez para contrariar o excessivo endividamento do país? Quem contribuiu de sobremaneira para o mesmo endividamento com obras públicas de rentabilidade muito duvidosa? Quem fomentou o endividamento com um despesismo atroz? Quem tentou (e tenta) encobrir a triste realidade económica do país com manobras de propaganda e com manipulações de factos? As respostas a questas questões são fáceis de dar, ou, pelo menos, deviam ser. Só não vê quem não quer mesmo ver.

A verdade é que estes factos são obviamente arrasadores e indesmentíveis. Factos irrefutáveis. Factos que, por isso, deviam ser repetidos até à exaustão até que todos nós nos consciencializássemos da gravidade da situação actual. Estes é que deviam ser os verdadeiros factos da campanha eleitoral. As distracções dos últimos dias só servem para desviar as atenções daquilo que é realmente importante.
Álvaro Santos Pereira

domingo, 22 de maio de 2011

Lista de instalações que ocupam os serviços da Câmara Municipal de Lisboa

Publicado no "Público" na sexta-feira 13.05.2011 por Helena Matos.


Ver para crer*

Alameda das Linhas de Torres, nº 156; 198/200
Avenida da República, 21
Avenida 24 de Julho, nº 171 C
Avenida Afonso Costa, 41, 3.º Piso Ala D
Avenida Almirante Reis, nº 65
Avenida Brasil nº 155 H
Avenida Brasília
Avenida Ceuta Norte - Lote 5 - Loja 1
Avenida Cidade de Luanda Nº 33, Loja - A
Avenida Cidade Lourenço Marques
Avenida Cidade do Porto
Avenida D. Carlos I
Avenida da Liberdade, nº 175
Avenida de Roma, 14 P
Avenida Frei Miguel Contreiras, 52
Avenida Gomes Pereira, nº 17
Avenida Infante D. Henrique, Lote 1
Avenida João Paulo II, Lote 550
Avenida Rio de Janeiro
Avenida Santos e Castro, Lote 2
Bairro da Ameixoeira Zona 4, Lt. 12 - Lj. B
Bairro da Liberdade, Rua B, Lotes 3 a 6, Piso 1
Bairro do Armador Lote 768 - Loja Dta.
Bairro Marquês de Abrantes
Calçada da Ajuda, nº 236
Calçada da Tapada
Calçada do Cascão, nº 39-41
Calçada do Combro, 58
Calçada do Moinho de Vento, nº 3
Calçada do Poço dos Mouros, nº 2, nº 8
Calçada Marquês de Abrantes, nº 45 - r/c dtº
Campo das Amoreiras
Campo de Santa Clara, nº 60
Campo Grande 13, 15, 25
Casa do Governador - Rua do Espírito Santo
Casalinho da Ajuda - Lote IO 57A - R/c A
Castelo de S. Jorge Convento das Bernardas - Rua da Esperança, n° 146 Costa do Castelo, 75
Escadinhas de S. Miguel, nº 10
Espaço Monsanto - Estrada do Barcal, Monte das Perdizes
Estr. de Telheiras 102, 146
Estr. do Paço do Lumiar 44
Estrada da Pimenteira
Estrada de Benfica, nº 368
Estrada de Chelas nº 101/113/25
Estrada do Alvito
Estrada Paço do Lumiar - Lt. A3 - Lj.
Estrada Poço Chão 15-A, Lisboa
Impasse à Rua Américo de Jesus Fernandes
Largo Calhariz 17
Largo das Pimenteiras, nº 6-A
Largo de Chão do Loureiro
Largo de São Mamede, nº 7
Largo do Chafariz de Dentro, N.º 1
Largo do Ministro, nº 1
Largo dos Jerónimos, nº 3 - r/c
Largo dos Lóis, nº 4 - 1º
Palácio do Beau Séjour, Estrada de Benfica, 368
Paços do Concelho - Praça do Município
Palácio do Contador Mor, Rua Cidade do Lobito
Palácio dos Machadinhos - Rua do Machadinho, nº 20
Palácio Galveias, Campo Pequeno
Palácio Marquês de Tancos, Calçada Marquês de Tancos, 2
Parque Eduardo VII, Lisboa
Cruz das Oliveiras
Poço do Borratém, nº 25 - 2º
Praça das Casas Novas
Praça Dr. Fernando Amado, Lote 565, R/c
Praça General Vicente de Freitas
Praça Mar Humberto Delgado
Quinta Conde dos Arcos / Avenida Dr. Francisco Luís Gomes
R. Alberto de Sousa 31
Rampa do Mercado das Galinheiras
Rua A projectada à Rua de Sousa Lopes, Loja 10 A - Bairro do Rego
Rua Abade Faria, nº 37
Rua Adriano Correia de Oliveira, 4A
Rua Alberto de Oliveira - Palácio dos Coruchéus
Rua Alexandre Herculano, 46
Rua Almada Negreiros
Rua Ângela Pinto
Rua Antão Gonçalves
Rua Antero Figueiredo
Rua António Maria Cardoso, 38
Rua António Patrício nº 26 2º andar
Rua Arco Marquês do Alegrete, nº 6 - 2º C
Rua Augusto Rosa, nº 66 - 1º Dto, nº 68 e nº 70
Rua Azedo Gneco, nº 84 - 2º
Rua Cais do Gás, ao Cais do Sodré
Rua Cardeal Mercier
Rua Cardeal Saraiva, nº 4
Rua Castilho n.º 213
Rua Circular Norte - Bairro da Encarnação
Rua Coelho Rocha 16
Rua Comércio 8,4º-D, Lisboa
Rua Conde de Arnoso, nº 5-A/B
Rua Conselheiro Lopo Vaz, nº 8
Rua Correia Teles, nº 103 A
Rua Costa Malheiro - Lote B12
Rua D. Luís I, nº 10
Rua da Atalaia
Rua da Boavista, nº 9
Rua da Correnteza, N.º 9
Rua da Esperança, nº 49
Rua da Junqueira, 295
Rua da Mouraria, nº 02 - 2º
Rua da Palma, 246
Rua da Prata, nº 59 - 1º
Rua da Rosa, nº 277 - 2º
Rua Damasceno Monteiro, nº 69
Rua das Acácias
Rua das Azáleas
Rua das Farinhas, nº 3 - 2º
Rua das Portas de Santo Antão, nº 141
Rua de Campolide, nº 24-B
Rua de O Século, 79
Rua de S. Bento, 182 - 184
Rua de Xabregas, nº 67 - 1º
Rua do Ouro, nº 49 - 4º
Rua do Rio Tâmega
Rua do Saco, 1
Rua dos Cordoeiros, nº 52 - r/c
Rua dos Fanqueiros, 38 - 1º
Rua dos Lusíadas, nº 13
Rua dos Remédios, nº 53 e 57-A - 2º andar
Rua Engenheiro Maciel Chaves
Rua Engenheiro Vieira Silva
Rua Ernesto Vasconcelos
Rua Estrela
Rua Félix Bermudas
Rua Ferreira de Castro - Lote 387 - C/v
Rua Filipe da Mata, nº 92
Rua Filipe Folque
Rua Gabriel Constante
Rua General Silva Freire, Lote C
Rua Gomes da Silva
Rua Gomes Freire
Rua Gualdim Pais
Rua João Amaral
Rua João de Paiva, nº 11
Rua João Frederico Ludovice
Rua João Silva, nº 2
Rua João Villaret, nº 9
Rua José Duro
Rua Leão de Oliveira
Rua Luciano Cordeiro, nº 16 - r/c Esq
Rua Lúcio Azevedo Lote, 11-r/c, 12-A, 21B
Rua Luís Pastor de Macedo
Rua Manuel Marques, Porta 4 F, 6 H
Rua Maria da Fonte - Mercado Forno do Tijolo, Bloco C
Rua Maria José da Guia, 8
Rua Morais Soares, nº 32/32-A
Rua Natália Correia, nº 10 - 10F
Rua Nova da Piedade, nº 66
Rua Nova do Almada, nº 53 - 1º e 2º
Rua Nunes Claro, nº 8 A
Rua Padre Abel Varzim, 7 D
Rua Pascoal de Melo nº 81
Rua Passos Manuel, nº 20 - r/c
Rua Penha de França
Rua Pinheiro Chagas, 19 A
Rua Portugal Durão
Rua Pr. Joaquim Alves Correia - 24 - C/v. A/B
Rua Prof Lindley Cintra , Lote 49 - Loja
Rua Prof.. Francisco Gentil, 25 A
Rua Professor Adelino da Palma Carlos
Rua Professor Lima Bastos nº 71
Rua Professor Vieira Almeida 3-r/c-A, Lisboa
Rua Projectada à Calçada da Quintinha, lotes B1 a B8
Rua Rainha D. Catarina - Lt. 11 - Lj. 5
Rua Raul Carapinha
Rua Rio Cávado
Rua S. Sebastião da Pedreira, nº 158-A
Rua São Pedro de Alcântara 3
Rua Saraiva de Carvalho, nº 8 - 2º
Rua Silva Tavares
Rua Teixeira Pascoais 10, nº 12
Rua Tomás Alcaide, 63 A
Rua Vila Correia, nº 17 A
Rua Virgílio Correia
Rua Wanda Ramos Lote 12 - Loja
Travessa da Galé, 36
Travessa de S. Tomé, nº 5

Não, não endoideci. Há simplesmente coisas cujo absurdo só se percebe quando esbarramos nelas. E, esta lista de 184 endereços é um desses casos. Nestes 184 prédios novos, velhos, palácios, lojas, andares, casas, pólos, complexos e quintas instalou a autarquia lisboeta centenas de departamentos, divisões, núcleos, unidades, gabinetes, agências, empresas municipais e sociedades. 184 endereços que são certamente mais, pois é dificílimo perceber ao certo quantos são e onde funcionam esses serviços municipais. São também mais porque deixei de fora muitos serviços em que a autarquia participa em associação com outras entidades. Excluí também as escolas e os jardins-de-infância tutelados pela autarquia e os cemitérios, embora no caso de um deles, o cemitério de Carnide, tal opção seja muito questionável: como é sabido, o cemitério de Carnide não serve para cemitério, pois, apesar de ter custado o dobro do previsto, a verba não foi suficiente para avaliar a localização e o resultado lá está nos milhares de cadáveres que não se decompõem e mais milhões anunciados para os exumar.
Mas mesmo que eu tivesse feito um levantamento exaustivo na lista faltaria sempre alguma coisa, pois sucessivos presidentes da autarquia lisboeta acharam que a solução para os problemas da cidade passava sempre e quase só por acrescentar esta lista. Informava o PÚBLICO recentemente: "António Costa muda-se para o Intendente em Março. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa quer ajudar a acabar com a fama desta zona da capital e prepara novo gabinete para dois anos. A sede do município será só para cerimónias".
Confesso que, no início, acreditei que o presidente da autarquia lisboeta se ia instalar no edifício da junta de freguesia da zona ou nos prédios que a EPUL ali se propôs construir e que, como é hábito naquela empresa municipal, se arrastam em obras suspensas, milhões de euros de prejuízo e intrincadíssimos processos judiciais. Mas não, não é nada disso. A autarquia lisboeta alugou um espaço no nº 27 do Largo do Intendente para transferir para aí o gabinete do presidente e de vinte funcionários. Entretanto, fazem-se as obras necessárias. (Será que alguém acredita que uma zona se revitaliza porque lá se instalam 20 funcionários da autarquia mais o respectivo presidente? Quando muito, a polícia pode enxotar para outras zonas alguns elementos que considere mais indesejáveis.) O número 27 do Largo do Intendente vai ser acrescentado em Março a esta lista. E sobretudo ela não parará de aumentar enquanto os presidentes da autarquia não perceberem que não há impostos que consigam sustentar isto nem cidade que resista a esta concepção do poder autárquico.
*PÚBLICO
*Obs. Em alguns casos não consta o nº da porta pela prosaica razão de que também não consta nas informações da CML


EM QUE BOLSOS VÃO PARAR OS 78 MIL MILHÕES DE EUROS QUE VÊM AÍ E QUE NÃO FAZIAM FALTA, SEGUNDO SÓCRATES ???????

sábado, 21 de maio de 2011

Choro ou rio??



COITADINHOS..........É QUE A VIDA EM SINTRA É MUITO CARA!!!!!



É preciso é coragem, darmos as mãos, muito sacrifício colectivo e ânimo, muito ânimo.

Que se divida o esforço por todos. Que todos nós sejamos contribuintes para o esforço nacional de recuperação deste pobre país.

Por exemplo:

Li ontem numa revista que a Drª Judite de Sousa levava 32 anos de RTP.

Ou seja, ainda que uma funcionária pública especial, era paga pelo estado, por todos nós.

Dizia também a revista que a Drª Judite achou que 32 anos era uma longa vida e que tinha resolvido mudar de ares. Às vezes faz falta. Sempre no mesmo lugar, sempre a contar os parcos tostões, cansa, claro que cansa.

Mas esta mudança de ares tem outros "ares" pelo meio.

Tomem nota.

Após a última entrevista da Drª Judite ao 1º ministro Sócrates (logo após a determinação do corte de 10% nos salários mais elevados da função pública), terminada a entrevista, ocorreu o seguinte diálogo em off:

- Drª Judite: Ó sr. 1º ministro! Então agora vão-me cortar 10% do meu salário...?! São 1.500 €, já viu...?!

- Sócrates: (espantado) 1.500 €....? Então a senhora está a ganhar bem...! Olhe a mim cortaram-me 500...!

- Drª Judite: ......!

Dias depois a Drª Judite fez as malas e correu para a TVI, onde não há funcionários públicos, e lhe prometeram aumentar mais o salário, juntando-se à família (Dr. Fernando Seara, que havia deixado a "O Dia Seguinte" onde aboletava 1.250€ por sessão...! Não por mês...!), fintando assim os 10% com que a queriam molestar, ao fim de 32 anos de maus ares e salários mixerucas na RTP...

Nesta hora de aperto, corações ao alto...!

Afinal ainda temos bons portugueses e gente que sente o País e está disposta a contribuir com parte dos seus magros salários.

Com portugueses assim estamos bem.

A crise passará (por cima de alguns de nós, esmagando muitos, é certo...), mas passará...!



Nota: Não se apresse a desmentir Drª Judite... Está gravado...!!! Se necessário... pomos aqui...!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Mais uma golpada


Jorge Viegas Vasconcelos despediu-se da ERSE (isto aconteceu em 2008)

É uma golpada com muita classe, e os golpeados somos NÓS....

Era uma vez um senhor chamado Jorge Viegas Vasconcelos, que era presidente de uma coisa chamada ERSE, ou seja, Entidade Reguladora dos Serviços
Energéticos, organismo que praticamente ninguém conhece e, dos que conhecem, poucos devem saber para o que serve.

Mas o que sabemos é que o senhor Vasconcelos pediu a demissão do seu cargo porque, segundo consta, queria que os aumentos da electricidade ainda fossem maiores. Ora, quando alguém se demite do seu emprego, fá-lo por sua conta e risco, não lhe sendo devidos, pela entidade empregadora, quaisquer reparos, subsídios ou outros quaisquer benefícios.

Porém, com o senhor Vasconcelos não foi assim. Na verdade, ele vai para casa
com 12 mil euros por mês - ou seja, 2.400 contos - durante o máximo de dois anos, até encontrar um novo emprego.

Aqui, quem me ouve ou lê pergunta, ligeiramente confuso ou perplexo: «Mas você não disse que o senhor Vasconcelos se despediu?».

E eu respondo: «Pois disse. Ele demitiu-se, isto é, despediu-se por vontade própria!».

E você volta a questionar-me: «Então, porque fica o homem a receber os tais 2.400 contos por mês, durante dois anos? Qual é, neste país, o trabalhador que se despede e fica a receber seja o que for?».

Se fizermos esta pergunta ao ministério da Economia, ele responderá, como já respondeu, que «o regime aplicado aos membros do conselho de administração
da ERSE foi aprovado pela própria ERSE». E que, «de acordo com artigo 28 dos Estatutos da ERSE, os membros do conselho de administração estão sujeitos ao
estatuto do gestor público em tudo o que não resultar desses estatutos».

Ou seja: sempre que os estatutos da ERSE forem mais vantajosos para os seus gestores, o estatuto de gestor público não se aplica.

Dizendo ainda melhor: o senhor Vasconcelos (que era presidente da ERSE desde a sua fundação) e os seus amigos do conselho de administração, apesar de
terem o estatuto de gestores públicos, criaram um esquema ainda mais vantajoso para si próprios, como seja, por exemplo, ficarem com um ordenado
milionário quando resolverem demitir-se dos seus cargos. Com a bênção avalizadora, é claro, dos nossos excelsos governantes.

Trata-se, obviamente, de um escândalo, de uma imoralidade sem limites, de uma afronta a milhões de portugueses que sobrevivem com ordenados baixíssimos e subsídios de desemprego miseráveis. Trata-se, em suma, de um Desenfreado, e abusivo desavergonhado abocanhar do erário público. Mas, voltemos à nossa história.

O senhor Vasconcelos recebia 18 mil euros mensais, mais subsídio de férias,
subsídio de Natal e ajudas de custo. 18 mil euros seriam mais de 3.600 contos, ou seja, mais de 120 contos por dia, sem incluir os subsídios de férias e Natal e ajudas de custo.

Aqui, uma pergunta se impõe: Afinal, o que é - e para que serve - a ERSE? A
missão da ERSE consiste em fazer cumprir as disposições legislativas para o
sector energético.

E pergunta você: «Mas para fazer cumprir a lei não bastam os governos, os tribunais, a polícia, etc.?». Parece que não.

A coisa funciona assim: após receber uma reclamação, a ERSE intervém através da mediação e da tentativa de conciliação das partes envolvidas. Antes, o consumidor tem de reclamar junto do prestador de serviço.

Ou seja, a ERSE não serve para nada. Ou serve apenas para gastar somas astronómicas com os seus administradores. Aliás, antes da questão dos aumentos da electricidade, quem é que sabia que existia uma coisa chamada ERSE? Até quando o povo português, cumprindo o seu papel de pachorrento bovino, aguentará tão pesada canga? E tão descarado gozo? Politicas à parte
estou em crer que perante esta e outras, só falta mesmo manifestarmos a nossa total indignação.

A verdade que niguém expõe